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25Sep/09Off

#1 – Questões Polêmicas. INFRAERO – 2009 – FCC – Redes e Suporte

Vou começar diferente, decidi mudar, ia começar com uma questão do TCU 2009, mas vou começar com essa da FCC. Achei bem absurda por conta da referência, e nem tanto pelo gabarito.

Segue:

58. O design lógico do banco de dados, inclusive as tabelas e as relações entre elas, é a parte fundamental de um banco de dados relacional otimizado. A normalização do design lógico de um banco de dados envolve o uso de métodos formais para separar os dados em várias tabelas relacionadas. Nesse sentido,

(A) valores nulos em uma tabela não requerem tratamento especial, já que não aumentam a complexidade das operações de dados.

(B) várias tabelas largas com mais colunas são características de um banco de dados normalizado.

(C) várias tabelas estreitas com menos colunas são características de um banco de dados normalizado.

(D) a quantidade e a largura das colunas de uma tabela não interferem na caracterização de um banco de dados normalizado.

(E) a quantidade de índices por tabela não é fator irrelevante no desempenho das instruções INSERT, UPDATE e DELETE.

Comentários:

Bom, o primeiro comentário é o mais óbvio, sobre o gabarito, que para esta questão é a letra C. Para mim, quando fiz esta questão, marquei a letra D. Então gera uma certa confusão na interpretação da questão, a diferença entre “tendência” e “características”. É fato que quando normalizamos uma modelo a tendência dele é aumentar o número de tabelas e dimunuir o número de colunas. Notem que o enunciado já diz isso! Porém, será que é característica de um banco normalizado ter várias tabelas com menos colunas?

Tudo bem, é uma dúvida que até podemos argumentar: Não quer dizer que por ele não ser característico não será normalizado. Característico tem significado similar a tendêncioso, e não impede de ser diferente. Eu contínuo podendo ter um banco normalizado com várias tabelas e várias colunas, ele apenas não é característico.

Mas então eu fui procurar em referências consagradas, não encontrei no Navathe nem no Silberschatz… Apelei pelo google e vejam o que eu achei: http://msdn.microsoft.com/pt-br/library/ms191178.aspx . Reparem que esta questão foi um CTRL+C e CTRL+V deste documento da Microsoft. Aí fica a questão, será mesmo que a Microsoft é referência para se utilizar no conceito de normalização?

Outra polêmica… Observem a letra E. Vejam o trecho: “não é fator irrelevante”. Nega-se a irrelevância, logo ele é relevante! E reparem nessa linha do mesmo documento supracitado: “Menos índices por tabela. Isto melhora o desempenho das instruções INSERT, UPDATE e DELETE.” Então, a alternativa E está correta.

Então fica a dúvida, até onde escolher o material certo para estudar e até onde acreditar no gabarito.

Se alguém encontrar em outra referência (DATE, por exemplo) algo sobre número de colunas e normalização, por favor, envia aqui nos comentários.

Valeu, até a próxima.

10Sep/09Off

Por que concurso público para Tecnologia da Informação (TI)?

Depois de encarar a maratona de quatros anos ou mais de estudos na universidade, vem a questão: O que fazer agora? Pois é, uma pergunta que muitos devem se fazer.

Pretendo aqui expor[t] minha opinião sobre este tema, ou melhor, responder à pergunta do título. Vai ficar um pouco evidente a minha tendência para uma linha de pensamento, que hoje eu acho a mais vantajosa em curto, médio e longo prazo. Entre outros fatores, como restrições de oportunidades no mercado Alagoano.

Pois bem, começemos justamente por ela, oportunidades no mercado de TI em Maceió. É… tem? Não vamos mentir, ter tem, o problema são as vantagens. Dou-lhe um exemplo, certa entidade da esfera pública, meses atrás (Julho/Agosto 2009),  contratava desenvolvedor Web com inúmeras exigências, entre essas, diploma de ensino superior em Informática. Ah, detalhe: 40h semanais. Aí eu pergunto: Sabe quanto era o salário? R$1800. Você até pode argumentar:

  • Mas rapaz, R$1800 para começar, está bom. Não? E eu respondo: Não! E explico já.
  • Num país onde o salário mínimo é menos que R$500, está bom. Não? E eu respondo: Não!
  • Mas é Maceió! E eu respondo: Aí é que tá…

Beleza, vai ver era porque a entidade na verdade era pública e não necessáriamente do mercado, ok. E o mercado, quanto está pagando? Na mesma faixa salarial, ou seja, muito pouco.

Mas então eu posso optar por me mudar para algum estado do Brasil em busca de um emprego que pague bem. Pode, mas se você não já tiver uma base, como familiares ou algo do gênero, o líquido do seu salário vai ser comparável ao que você conseguiria em Maceió com certas vantagens familiares (partindo do principío que você tem essas vantagens). Salvo os casos em que estamos tratando de algum cara com sérias habilidades em determinada ferramenta ou linguagem, alguém realmente bom! Ou então, já é um especialista em SAP/ERP. O salário daria um pulo de R$15000.

Então posso assumir alguns compromissos como tentar uma especialização ou mestrado para aumentar meu salário em Maceió. Acorda!!! Seu salário simplesmente não vai mudar se você tiver doutorado!! Opa, aqui cabe uma ressalva.

E a ressalva é a de se tornar professor universitário das universidades particulares com título de mestre. Bom, é uma boa, mas será que o salário vai passar dos R$2500 por mês? Até que é razoável, não é mesmo?

Uma observação, cabe aqui deixar claro que não entrei no mérito do empreendedorismo, que é outro ponto a se falar sobre oportunidades em Maceió, restritas mas possíveis. Quem sabe outro post.

O que eu quero agora é colocar em Cheque toda a minha argumentação anterior. Como? Basta olhar para o edital do concurso do TRT-CE. Sabe qual o salário de um cargo para ensino médio para informática? R$4400. E para superior? R$6600. Meu caro, se você souber uma forma de ganhar este salário respondendo 60 questões (20 de português e 40 de TI), me avise. Fora os concursos como TCU e BACEN, que já exigem disciplinas a mais como Direito Administrativo, Constitucional e Controle Externo aquele, e Direito Adm., Const. e Economia este. Onde os salários giram em torno de R$13000.

E o que eu quero lhe dizer com isso? Nada. Só mostrar uma coisa que para mim parece evidente. Ok, alguns irão criticar o funcionalismo público, mas será que os críticos conhecem realmente o trabalho dos cargos que cito acima?

Espero comentários de pensamentos diferentes, eu pretendo escrever mais sobre esse tema, que é o que mais ocupa minha cabeça hoje. Como a decisão de fazer ou não doutorado…

Valeu.

[]s

   
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